
Não deixa de ser curioso e terá uma explicação linear: o Bloco de Esquerda é já um projecto consistente. Uma verdadeira alternativa. Um projecto que está a despertar reflexões. A inflamar consciências. A convocar esperanças e forças. A reclamar justiça, direitos, respeito, uma vida decente e digna. A resgatar o verdadeiro significado da palavra Socialismo.
Tudo isto explica os ataques ferozes ao Bloco, às suas propostas e agora aos seus dirigentes. Começando pelas propostas: elas são públicas, estão publicadas em livro, estão disponíveis no site do Bloco, foram colocadas à discussão pública. E não foram colocadas para não serem lidas! A diferença que assusta é que elas são as propostas de um programa socialista. Um programa que reclama controlo público dos sectores estratégicos. O combate à evasão fiscal. Um sistema fiscal mais simples e transparente, com menos deduções e impostos mais baixos para quem trabalha. Pensões de aposentação dignas. Um trabalho com direitos. Justiça na economia. É isto que está em causa. É sobre isto que os portugueses se devem pronunciar. Não agitando fantasmas e papões e deixando a decisão sobre as alternativas à consciência livre dos eleitores. O ataque a alguns dirigentes do Bloco, como o do Expresso, este sábado, tentando-os descredibilizar com o caso dos PPR’s, prova que ou não perceberam nada das propostas do Bloco ou que são desonestos, proposição mais provável. Na linha, aliás, do que se passou com as deduções fiscais e das nacionalizações. Ler a explicação de Louçã.
Alguém o terá o dito: a força mede-se não pela demonstração da força mas pelo incómodo que causa. O Bloco parece-me estar no bom caminho. O caminho da redefinição do projecto e do apuramento ideológico.