O Tratado de Lisboa entrou ontem em vigor, com pompa e circunstância. Mas sem a consulta popular prometida. E isso é o que me chateia ...mesmo. Se não questiono a entrada na União Europeia e a defendo, num processo de globalização inevitável e em minha opinião desejável, num mundo que quero de iguais, em direitos humanos, dignidade, justiça social e democracia, em oposição aos nacionalismos xenófobos e racistas, por um lado e a uma globalização capitalista que a projecta como sua coutada, na sua ganância infinita pelo dinheiro, sem olhar a meios e expurgando direitos, causa-me a maior repulsa a mentira, a falta à palavra dada, o afastamento consciente e deliberado dos povos, na discussão, esclarecimento e participação, nas decisões que importam a todos, e que, enfim, traçam os caminhos, os modelos, num processo de construção europeia que tem de ser, democrático e transparente.
Assim vai a limpeza (ou a falta dela) no Porto de Pesca da cidade de Viana
do Castelo.
📸 julho 2026 | @olharvianadocastelo