A Romaria d’Agonia está a chegar, e no comércio tradicional da cidade de
Viana do Castelo já se sente um pouco do ambiente da Romaria. Há alguns
estabeleci...
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quarta-feira, 3 de março de 2010
Por uma Cuba livre, democrática e ... socialista já agora.
quarta-feira, março 03, 2010
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Fernando
"há momentos na história dos países que tem de haver mártires. Eu estou disposto a morrer. Já é hora de que o mundo perceba que este governo é cruel."
Com estas palavras o jornalista dissidente cubano Guilherme Farinhas afirmava a vontade de honrar a morte de Orlando Zapata ao fim de 85 dias de greve de fome.
Ao mesmo tempo que Guilherme Farinhas acaba por ser hospitalizado de urgência ao fim de sete dias de greve de fome e sede, a diplomacia cubana defende-se dizendo que os dissidentes "são agentes pagos pelos Estados Unidos".
Não consigo perceber! Ser pago para oferecer a sua própria vida não me parece que seja um bom negócio.
O regime de Cuba já não consegue encobrir que é um governo de tiranos. Já o afirmei em outras ocasiões e repito-o: "O bloqueio económico não legitima tudo: justifica pobreza, atrasos na modernidade. Não justifica desigualdades, falta de liberdades; de reunião, de expressão, de manifestação, de impedimentos à livre organização de partidos, movimentos cívicos e sindicatos, de eleições livres, de prisões, tortura, assassinatos, por delito de opinião. De impedimentos à circulação de pessoas e bens. Um regime, um Estado, uma sociedade, onde não é possível dizer o que se pensa, criticar, dizer mal, ou eleger livremente os dirigentes. Pode haver socialismo sem direito de greve, sem respeito pelos direitos humanos, socialismo com pena de morte?"
Assine aqui a petição pela libertação de todos os presos políticos em Cuba.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Socialismo, dizem eles.
quarta-feira, fevereiro 24, 2010
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Fernando
Acabou por falecer ontem num hospital da capital cubana depois de 85 dias em greve de fome, Orlando Zapata Tamayo. Membro do Movimento Alternativa Republicana, estava preso desde 2003 com mais 74 pessoas e reclamava melhores condições prisionais. Segundo a Amnistia Internacional, Orlando Zapata, era um dos 65 prisioneiros de consciência. Trata-se de um assassinato virtual, premeditado", estimou Sanchez acusando as autoridades de terem demorado a oferecer cuidados ao dissidente, que havia sido transferido semana passada de Camaguey (centro), onde estava preso, para Havana.
Pois ... que venham os do costume dizer-me que Cuba é Socialista, se isto fosse o Socialismo eu nunca defenderia o Socialismo. Mas não, Cuba não tem (já) nada de Socialismo. É um regime ditatorial e desrespeitador dos mais elementares direitos humanos. Hei-de repetir-me sempre que for necessário e enquanto o regime castrista não cair.
Pois ... que venham os do costume dizer-me que Cuba é Socialista, se isto fosse o Socialismo eu nunca defenderia o Socialismo. Mas não, Cuba não tem (já) nada de Socialismo. É um regime ditatorial e desrespeitador dos mais elementares direitos humanos. Hei-de repetir-me sempre que for necessário e enquanto o regime castrista não cair.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Obama recebe Dalai Lama na Casa Branca
quinta-feira, fevereiro 18, 2010
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Fernando
Dalai Lama? Este nome diz-me alguma coisa. Não é o líder espiritual do Tibete, esse mesmo que não foi recebido pelo Primeiro-ministro, Sócrates e pelo Presidente, Cavaco, em Portugal, com medo das represálias da China? Tão pequeninos, mesquinhos, merdosos medrosos que nós somos...
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Cantigas do Fogo e da Guerra
segunda-feira, janeiro 11, 2010
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Fernando
Descobri este vídeo legendado em português pelo Passa a Palavra. É um depoimento comovedor e ao mesmo tempo inquietante, do soldado Mike Prysner sobre a guerra no Iraque e sobre a tomada de consciência da natureza da(s) guerra(s). Vale a pena acompanhar os 10 minutos que dura o vídeo e sentir o arrepio que nos provoca. Mas sobretudo vale a pena divulgar o vídeo: para agitar consciências e perceber a razão profunda das guerras.
VID091228_Mike_Prysner from Passa Palavra on Vimeo. Cantigas do Fogo e da Guerra
VID091228_Mike_Prysner from Passa Palavra on Vimeo.
Há um fogo enorme no jardim da guerra
E os homens semeiam agulhas na terra
Os homens passeiam co’os pés no carvão
que os deuses acendem luzindo um tição
P’ra apagar o fogo vêm embaixadores
trazendo no peito água e extintores
Extinguem as vidas dos que caem na rede
e dão água aos mortos que já não têm sede
Ao circo da guerra chegam piromagos
abrem grande a boca quando são bem pagos
Soltam labaredas pela boca cariada
fogo que não arde nem queima nem nada
E os homens semeiam agulhas na terra
Os homens passeiam co’os pés no carvão
que os deuses acendem luzindo um tição
P’ra apagar o fogo vêm embaixadores
trazendo no peito água e extintores
Extinguem as vidas dos que caem na rede
e dão água aos mortos que já não têm sede
Ao circo da guerra chegam piromagos
abrem grande a boca quando são bem pagos
Soltam labaredas pela boca cariada
fogo que não arde nem queima nem nada
Senhores importantes fazem piqueniques
churrascam o frango no ardor dos despiques
Engolem sangria dos sangues fanados
e enxugam os beiços na pele dos queimados
É guerra de trapos, do pulmão que cessa
do óleo cansado que arde depressa
Os homens maciços cavam-se por dentro
e o fogo penetra, vai direito ao centro.
José Mário Branco - Mudam-se os Tempos Mudam-se as Vontades
(Cantiga do Fogo e da Guerra)
churrascam o frango no ardor dos despiques
Engolem sangria dos sangues fanados
e enxugam os beiços na pele dos queimados
É guerra de trapos, do pulmão que cessa
do óleo cansado que arde depressa
Os homens maciços cavam-se por dentro
e o fogo penetra, vai direito ao centro.
José Mário Branco - Mudam-se os Tempos Mudam-se as Vontades
(Cantiga do Fogo e da Guerra)
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
“lá ao fundo/ onde o sol dobra o mar/ há uma linha de espera ... *
quinta-feira, janeiro 07, 2010
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Fernando
A partir de amanhã os homossexuais vão poder ter o direito a casar, pelos votos conjuntos do PS, Bloco, PCP e Verdes, assim se pondo termo a uma discriminação baseada na orientação sexual. Acabar com uma discriminação é sempre positivo e nessa dimensão a aprovação deve ser celebrada. Uma celebração mínima, contudo; porque mínima é a importância do casamento, uma instituição quase caduca, mas que neste caso importa, apenas porque acaba com uma discriminação.O que não se percebe, na proposta do PS, senão à luz de cagaços eleitorais (o que em linguagem corrente se designa como hipocrisia) é a de não permitir, por vontade própria e declarada, a adopção de crianças, criando uma nova discriminação e afirmando assim uma categoria inferior aos casamentos de pessoas do mesmo sexo.
São escolhas. Oportunistas e hipócritas, quanto a mim: em que o que conta e contou foram e são os cálculos eleitorais e não o de resolver o verdadeiro problema; acabar com a discriminação na lei sobre os homossexuais. E de caminho, aproveitando o ensejo, arrumar de vez com esta irritante discussão, vestida de preconceitos e moralismos achincalhantes, que diminuem e a discriminam outras pessoas, apenas porque, por sorte ou azar do acaso, são diferentes nos seus gostos e amores, concedendo-lhes todos os direitos, nomeadamente o direito da adopção de crianças … que apenas "exigem" ser amadas.
* de um poema de Álvaro de Oliveira.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
O direito à adopção é irrecusável no casamento homossexual.
sexta-feira, dezembro 18, 2009
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Fernando
Sinceramente não consigo perceber o que move os opositores ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. Para mim as coisas são sempre muito simples: a aquisição de direitos por parte de uns agride os direitos de outros? Podem uns decidir como os outros devem organizar a sua relação amorosa, discriminando-os? É para mim muito claro que não! Mais, é quanto a mim um abuso que à luz de concepções de família, fundadas em preconceitos religiosos, morais ou outros, se procure impedir quem o desejar de construir a sua felicidade como o desejar, se e quando esses valores não beliscam interesses e direitos de outros!
Mas dizem os opositores ao casamento homossexual que este é o menor dos males. Dizem eles que a aprovação desta lei carrega uma inconstitucionalidade, afinal a que se baseia o PS para a propor - o princípio da não discriminação -, ao deixar de fora o direito à adopção de crianças pelo casal homossexual.
Sobre este ponto não deixam de ter razão: o que o PS está a propor é um casamento de segunda categoria. O casamento que acaba com uma discriminação não pode criar outra discriminação: a impossibilidade de adopção de crianças por casais homossexuais.
Mas é sobre a possibilidade de adopção de crianças por casais homossexuais que se manifestam todas as minhas incompreensões e discordâncias com os opositores da mesma. Em bom rigor fico mesmo revoltado. E também aqui a minha visão é muito fácil de explicar: entre as dúvidas "científicas" sobre a construção da personalidade da criança as minhas certezas: as crianças precisam é de amor; de quem as acolha e cuide em harmonia e num bom ambiente, que lhe incutam os bons valores, da amizade, da tolerância, da solidariedade, do respeito pelos direitos dos outros, a compreensão pelas suas diferenças, que se manifestem contra as discriminações, as desigualdades, as injustiças.
São aos milhares os casos conhecidos de filhos maltratados, agredidos, violentados, abandonados. São conhecidos imensos casos de mães solteiras, de filhos educados apenas com a mãe ou o pai, de crianças a viver com um pai ou mãe ou um casal homossexual (não reconhecido como tal). O que pode oferecer esta gente a mais que um casal homossexual casado legalmente não o possa?.
Já o disse. Importa-me pouco como se vai construir a personalidade da criança, se isso quiser significar maior ou menor propensão a assumir opções sexuais "dissonantes". O que importa mesmo é que a criança adoptada o seja com amor e nos bons princípios. O resto pouco me importa e devia importar. Pelo direito à opção dos casais homossexuais, portanto.
Mas dizem os opositores ao casamento homossexual que este é o menor dos males. Dizem eles que a aprovação desta lei carrega uma inconstitucionalidade, afinal a que se baseia o PS para a propor - o princípio da não discriminação -, ao deixar de fora o direito à adopção de crianças pelo casal homossexual.
Sobre este ponto não deixam de ter razão: o que o PS está a propor é um casamento de segunda categoria. O casamento que acaba com uma discriminação não pode criar outra discriminação: a impossibilidade de adopção de crianças por casais homossexuais.
Mas é sobre a possibilidade de adopção de crianças por casais homossexuais que se manifestam todas as minhas incompreensões e discordâncias com os opositores da mesma. Em bom rigor fico mesmo revoltado. E também aqui a minha visão é muito fácil de explicar: entre as dúvidas "científicas" sobre a construção da personalidade da criança as minhas certezas: as crianças precisam é de amor; de quem as acolha e cuide em harmonia e num bom ambiente, que lhe incutam os bons valores, da amizade, da tolerância, da solidariedade, do respeito pelos direitos dos outros, a compreensão pelas suas diferenças, que se manifestem contra as discriminações, as desigualdades, as injustiças.
São aos milhares os casos conhecidos de filhos maltratados, agredidos, violentados, abandonados. São conhecidos imensos casos de mães solteiras, de filhos educados apenas com a mãe ou o pai, de crianças a viver com um pai ou mãe ou um casal homossexual (não reconhecido como tal). O que pode oferecer esta gente a mais que um casal homossexual casado legalmente não o possa?.
Já o disse. Importa-me pouco como se vai construir a personalidade da criança, se isso quiser significar maior ou menor propensão a assumir opções sexuais "dissonantes". O que importa mesmo é que a criança adoptada o seja com amor e nos bons princípios. O resto pouco me importa e devia importar. Pelo direito à opção dos casais homossexuais, portanto.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Denunciar a indiferença e a cobardia apoiar a luta de Aminetu Haidar
quinta-feira, dezembro 10, 2009
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Fernando
"Hoy es también un buen día para la esperanza, un día que aprovecho para pedir al mundo y especialmente a las madres, que apoyen mi reivindicación, que es el regreso al Sahara Occidental. Deseo abrazar a mis hijos, deseo vivir con ellos y con mi madre, pero con dignidad."
(Carta Aberta de Aminetu Haidar à sociedade espanhola no Dia Internacional dos Direitos Humanos e quando cumpre o seu 25º dia de greve de fome, para ter o direito de entrar no seu paí e juntar-se à sua família).
Solidariedade com Aminetu Haidar! Pelo direito do povo do Sahara Ocidental a decidir o seu destino!
(Carta Aberta de Aminetu Haidar à sociedade espanhola no Dia Internacional dos Direitos Humanos e quando cumpre o seu 25º dia de greve de fome, para ter o direito de entrar no seu paí e juntar-se à sua família).
Solidariedade com Aminetu Haidar! Pelo direito do povo do Sahara Ocidental a decidir o seu destino!
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Solidariedade com Aminetou Haidar
quarta-feira, dezembro 09, 2009
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Fernando
Aminetou Haidar foi impedida de entrar no seu país e deportada para Espanha porque no registo de entrada no aeroporto de El Ayoun, escreveu como sua residência o Sahara Ocidental em vez de Marrocos, como esperavam as autoridades marroquinas. Como é sabido o direito do povo do Sahara Ocidental (ocupado por Marrocos em 1974 com a retirada de Espanha), a decidir em referendo a sua auto-determinação é apoiado por resoluções das Nações Unidas que nunca foram cumpridas por Marrocos.Impedida de entrar no seu país onde vive com os seus dois filhos, a mãe e um irmão, esta activista saarauí, já galardoada com vários prémios de defensora dos direitos humanos, está há 28 dias em greve de fome, "até às últimas consequências", correndo sérios riscos sério de vida. Diz ela que os seus filhos podem perder a Mãe mas não perdem a dignidade.
A indiferença da diplomacia europeia, particularmente a da Espanha e a intransigência de Marrocos em impedir que a activista se junte à sua família, está a colocar Aminetou Haidar às portas da morte. Por cá, por outro lado, o PS, PSD e CDS, recusam dar o seu voto de solidariedade. Criminosos, Cobardes, Cúmplices, Oportunistas, são palavras que nos convocam para manifestar solidariedade e repulsa, ao mesmo tempo.
Ler, carta aberta de Miguel Portas.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Mudando de tema
segunda-feira, agosto 03, 2009
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Fernando
Ia escrever sobre o Benfica. Sobre os jogos da pé-época. Sobre o novo treinador. O novo modelo de jogo. A classe de Aimar. A metamorfose de alguns jogadores. Sobre a minha equipa que este ano parece-me ser capaz de dar algumas alegrias aos benfiquistas. Mas depois de ler este post do Extrafísico apeteceu-me ficar por aqui. Para lembrar que futebol não é apenas alienação. Pode ser também solidariedade e luta, no caso contra o autoritarismo do poder e contra as injustiças. Peço-vos para ir ao Extrafísico ler o post e ver o vídeo. Mais tarde hei-de falar sobre este novo Benfica.
terça-feira, 31 de março de 2009
Acolher e integrar todos os imigrantes
terça-feira, março 31, 2009
-
Fernando
Há uns tempos sem escrever nada nem dar satisfações ( O que há em mim é sobretudo cansaço/Não disto nem daquilo,/Nem sequer de tudo ou de nada:/Cansaço assim mesmo,/ele mesmo,/Cansaço (...) - Álvaro de Campos) - volto para chamar a atenção do drama das imigrações, de gente que procura noutros lugares, o direito à felicidade, à paz, a uma vida que mereça ser vivida que lhes é sonegada nos seus países de origem. Centenas de imigrantes estão desaparecidas, há dois dias, em resultado no naufrágio de duas pequena embarcações sobrelotadas e sem meios de salvamento que, a partir da Líbia, empenharam as suas economias e demandaram por esses mares afora, em direcção à Europa do paraíso prometido por bandidos, contrabandistas humanos sem escrúpulos. A minha posição sobre a imigração é clara: fronteiras abertas à imigração em todos os países para todos. Não temos de ter receios de "invasões". Aliás, Portugal, nem sequer é um país "recomendável". Bem pior seria, se os portugueses espalhados pelo mundo, fossem obrigados a regressar. Acolher bem e integrar todos os imigrantes é um acto de humanidade.
Deixo-vos com uma música de José Mário Branco, Por terras de França, lembrando os tempos em que muitos portugueses, procuravam no estrangeiro, uma vida melhor e fugiam à guerra do Ultramar.
Deixo-vos com uma música de José Mário Branco, Por terras de França, lembrando os tempos em que muitos portugueses, procuravam no estrangeiro, uma vida melhor e fugiam à guerra do Ultramar.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Ilusionistas crónicos
sexta-feira, fevereiro 13, 2009
-
Fernando
Se não dissesse que não me faz espécie a relação homossexual estaria a ser mentiroso. Faz-me confusão, sim. É uma questão de educação, de cultura e de preconceito, pois claro. Mas não mais do que isso. Faz-me confusão apenas. Como me faz confusão ver alguém cuspir para o chão, por exemplo. De resto, não apenas compreendo e respeito a orientação sexual de cada um, como defendo para os homossexuais os mesmos direitos públicos que para os heterossexuais, em todos os planos: no direito ao casamento civil, no reconhecimento das uniões de facto, no direito à adopção. Pelas liberdades, contra as discriminações.
Mas para acabar com as discriminações é sempre tempo, para além das conveniências. E Sócrates teve um tempo e uma oportunidade única: ter votado os projectos do Bloco de Esquerda e dos Verdes ainda nesta legislatura, quando tinha (e tem ainda) a maioria absoluta.
Ao ser apresentada agora, para debate interno (como proposta eleitoral), só pode ser considerada como uma forma de desviar as atenções dos temas que preocupam os portugueses: a crise económica e ameaça de desemprego em grande escala e todas umas políticas económicas e sociais de ataque aos mais desprotegidos e de favorecimento dos senhores do dinheiro, mas também a situação em que está envolvido com a justiça, nomeadamente o caso Freeport. Naturalmente isto revela muito do seu carácter hipócrita.
Mas o festim da hipocrisia não podia deixar de fora a Igreja e o aparelho do PS. Ambos estão contra o casamento dos homossexuais. Os primeiros por fundamentalismo doutrinário os segundos com receios de perder votos e poder. Uns e outros, curiosamente, calaram-se sobre as políticas do Governo que provocaram perdas de direitos, precariedade, despedimentos. Estamos entendidos.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Greves xenófobas. E como sindicatos de classe e corporativistas podem ser reaccionários
segunda-feira, fevereiro 02, 2009
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Fernando
A greve de trabalhadores ingleses contra a contratação de trabalhadores estrangeiros, é uma manifestação de xenofobia, retrógrada e desonrosa para os trabalhadores e para sindicatos ingleses envolvidos, qualquer que seja a razão aparente ou verdadeira. Estas greves são um grande retrocesso na cultura política, na percepção dos direitos, nas conquistas civilizacionais. A ninguém pode ser negado o direito de procurar o seu lugar, o seu modo de vida, a sua felicidade, onde e como quiser, sem constrangimentos, acondicionamentos, em qualquer parte do mundo, respeitando iguais direitos dos outros, no mesmo plano de igualdade, não se sujeitando a destinos delineados por outros.
O direito ao trabalho, como outros direitos, não tem nacionalidade. Os trabalhadores ingleses estão a ver mal o problema. A incerteza do emprego, a insegurança profissional e social, um quotidiano intenso e stressante, um presente e um futuro incerto, são motivos suficientes para demonstrar a nossa indignação e protesto. Mas o alvo não pode ser os iguais a nós ou pior do que nós. Os que sofrem os mesmos dramas. Horrorosos, dolorosos, terroristas.
O que eu compreenderia é que os trabalhadores exigem-se para esses seus colegas contratados, condições de salário justas, condições de trabalho dignas, cargas de trabalho adequadas, horários de trabalho consentâneos. Em defesa dos direitos universais dos trabalhadores, em solidariedade com os outros trabalhadores e para impedir concorrências desleais e desiguais.
O direito ao pleno emprego deve ser parte integrante de uma luta diária, permanente, insistente, exigente, contra este modelos das sociedades capitalistas, cuja marca principal, a impressão digital, são as injustiças sociais, a desigualdade de oportunidades, as grandes diferenças económicas e sociais.
Estas manifestações e protestos são muito perigosos no actual contexto de crise económica. Consciente ou inconscientemente, prestam um serviço ao reaccionarismo primário, são um retrocesso político e social, favorece o surgimento das forças do passado, racista, fascista e xenófobo. A participação dos Sindicatos nestas movimentações, a liderar ou a reboque dos acontecimentos, dizem-nos muito do tipo corporativista do sindicalismo, dito de classe, mas não de luta de classes.
O direito ao trabalho, como outros direitos, não tem nacionalidade. Os trabalhadores ingleses estão a ver mal o problema. A incerteza do emprego, a insegurança profissional e social, um quotidiano intenso e stressante, um presente e um futuro incerto, são motivos suficientes para demonstrar a nossa indignação e protesto. Mas o alvo não pode ser os iguais a nós ou pior do que nós. Os que sofrem os mesmos dramas. Horrorosos, dolorosos, terroristas.
O que eu compreenderia é que os trabalhadores exigem-se para esses seus colegas contratados, condições de salário justas, condições de trabalho dignas, cargas de trabalho adequadas, horários de trabalho consentâneos. Em defesa dos direitos universais dos trabalhadores, em solidariedade com os outros trabalhadores e para impedir concorrências desleais e desiguais.
O direito ao pleno emprego deve ser parte integrante de uma luta diária, permanente, insistente, exigente, contra este modelos das sociedades capitalistas, cuja marca principal, a impressão digital, são as injustiças sociais, a desigualdade de oportunidades, as grandes diferenças económicas e sociais.
Estas manifestações e protestos são muito perigosos no actual contexto de crise económica. Consciente ou inconscientemente, prestam um serviço ao reaccionarismo primário, são um retrocesso político e social, favorece o surgimento das forças do passado, racista, fascista e xenófobo. A participação dos Sindicatos nestas movimentações, a liderar ou a reboque dos acontecimentos, dizem-nos muito do tipo corporativista do sindicalismo, dito de classe, mas não de luta de classes.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Um sinal de rosto humano
quarta-feira, janeiro 21, 2009
-
Fernando
Presidente Obama manda suspender todos os "julgamento" em Guantánamo. Um primeiro sinal de respeito pelos direitos humanos.
A seguir vem o fecho deste antro criado por criminosos.
A seguir vem o fecho deste antro criado por criminosos.
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