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quinta-feira, 18 de março de 2010

Um enorme Benfica contra o Marselha

Há para aí um movimento denominado, salvo erro, de " o quanto eu me vou rir se o Benfica não ganhar nada este ano". Eu creio que os os adeptos deste movimento não se deram conta de como ele próprio é um elogio ao desempenho da equipa do Benfica. Na verdade, implícito, está o reconhecimento de que só um desastre desportivo (ou outro - veja-se a arbitragem do jogo com o Marselha ) impedirá que o Benfica não ganhe tudo o que falta ganhar.

Ver jogar este Benfica impressiona, entusiasma, dá prazer. A equipa domina todos os princípios do jogo: a táctica, a abordagem ao jogo,  a organização defensiva, o contra-ataque rápido, o ataque organizado, a ocupação dos espaços, a organização do conjunto, os movimentos, as compensações, a solidariedade do grupo, o espírito guerreiro, a confiança nas capacidades individuais e colectivas, a determinação em ganhar, marcar muitos golos, dar espectáculo .. é uma coisa que só vista. Quando as coisas engatam o Benfica é verdadeiramente imparável!

Que dizer de um Maxi Pereira de combate e coragem. Um Luisão imperial nas alturas. Um David Luís de classe, força, raça. Um Coentrão de paixão ao jogo e técnica apurada. Um Xavi de coração e pulmão grandes. Um Carlos Martins irreverente e cerebral. Um Ramires todo-o-terreno. Um Di Maria desequilibrador e intenso. Um Pablo Aimar sublime, de técnica, visão de jogo, entrega e humildade. Um Saviola inteligente na ocupação dos espaços. Um Cardozo matador. Se a isto juntarmos um Jesus de conquista, exigência e grande competência, temos um Benfica do melhor desde os tempos de Eusébio.

Os 4 milhões de adeptos do anti-Benfica podem muito bem rir se este Benfica não ganhar nada esta época, coisa em que não acredito. Mas este Benfica enche-me as medidas. e enche as medidas dos mais de seis milhões de portugueses espalhados por todo o Mundo.

Contra o Marselha o Benfica mostrou que pode ganhar tudo. O Benfica é o maior!  SLB, SLB, Glorioso SLB!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

As escutas a Pinto da Costa.

Algumas das escutas telefónicas, do processo apito dourado, a Pinto da Costa estão no youtube e ao que parece já nas 30 mais vistas a nível mundial. Fique a saber, se não o sabia, como as coisas se faziam no tempo em que o Porto ganhava tudo. Não recomendável a pessoas sensíveis.

Estão aqui.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Mudando de tema

Ia escrever sobre o Benfica. Sobre os jogos da pé-época. Sobre o novo treinador. O novo modelo de jogo. A classe de Aimar. A metamorfose de alguns jogadores. Sobre a minha equipa que este ano parece-me ser capaz de dar algumas alegrias aos benfiquistas. Mas depois de ler este post do Extrafísico apeteceu-me ficar por aqui. Para lembrar que futebol não é apenas alienação. Pode ser também solidariedade e luta, no caso contra o autoritarismo do poder e contra as injustiças. Peço-vos para ir ao Extrafísico ler o post e ver o vídeo. Mais tarde hei-de falar sobre este novo Benfica.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

"Não sei o que é preciso fazer mais para ganhar um jogo"

Disse Carlos Queiróz.

Quando o seleccionador confessa que não sabe o que é preciso fazer mais para ganhar um jogo, o que pode oferecer mais (?) Carlos Queirós à selecção?

A selecção sem o Deco é uma selecção muito inferior. Mas mesmo assim, sem Deco, Maniche, Bosingwa e Simão, os nossos craques tinham a obrigação de fazer muito mais perante uma selecção de categoria muito inferior. Cristianos, Nanis, Quaresmas, são bons jogadores, mesmo extraordinários jogadores, mas não são, ao contrário do que pensam nem do que lhes dizem, os melhores do mundo, nem tão importantes ou imprescindíveis, como se julgam, na manobra da equipa, ao contrário do Deco, por exemplo. Mas também de um Simão, de um Bruno Alves, de um Bosingwa, de um Maniche, de um Nuno Gomes (este sim um exemplo de humildade).

Já Carlos Queirós, mostrou que lhe faltam argumentos suficientes, do ponto de vista técnico, táctico e psicológico, para ser um treinador/seleccionador pouco mais que vulgar. Ontem, Portugal, mostrou que a classe de Deco é que faz a diferença, na forma como pensa o jogo, lhe dá largura e profundidade, empurra a equipa de forma harmoniosa para a frente, mesmo com ...Carlos Queiróz.
 

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